Se você viu por aí promessas de “herança sem imposto” usando três empresas, vale um alerta franco: a conta chegou. Em 31 de julho de 2025, a Receita Estadual do Rio Grande do Sul abriu um programa específico de autorregularização de ITCD para coibir planejamentos sucessórios considerados abusivos, com foco no chamado “sistema de 3…

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“3 células” na mira: o que aconteceu, o que muda e como agir sem cair em armadilhas

Se você viu por aí promessas de “herança sem imposto” usando três empresas, vale um alerta franco: a conta chegou. Em 31 de julho de 2025, a Receita Estadual do Rio Grande do Sul abriu um programa específico de autorregularização de ITCD para coibir planejamentos sucessórios considerados abusivos, com foco no chamado “sistema de 3 células”. O prazo para se ajustar foi até 31 de agosto de 2025 — e a própria publicação oficial descreve a engenharia e sinaliza cobrança de diferenças com multa para quem não se regularizar. Secretaria da Fazenda

Não ficou só no RS. Nas últimas semanas, jornais e portais contábeis passaram a noticiar fiscalizações estaduais mirando a estrutura de 3 empresas usada para reduzir artificialmente a base do ITCMD, discutindo risco de simulação e autuações relevantes. Ou seja: virou pauta nacional — e tende a irradiar para outros fiscos. Portal Contabeisnoticias.bonsenhor.com.br

O que é (na prática) o “3 células”

Em linhas simples, o modelo cria três CNPJs com funções distintas (um “cofre” para ativos, um “veículo” e um “destino”), encadeando integralizações, doações e compras internas para baratear ITCMD/ITCD. O problema? Na ausência de propósito econômico real e substância (atividade, risco, governança, fluxo financeiro verdadeiro), o fisco enxerga abuso de forma. A tendência atual é desconstituir a engenharia e cobrar o imposto devido com multa — e, em alguns casos, ainda abrir margem para discussões federais (IRPJ/CSLL) sobre ganhos gerados no caminho. noticias.bonsenhor.com.br

O que a Justiça tem decidido (ponto que apertou o parafuso)

Em 18 de fevereiro de 2025, a 2ª Turma do STJ, no REsp 2.139.412/MT, firmou que, em transmissões causa mortis/doações envolvendo holdings com imóveis, o ITCMD pode ser calculado com base no valor de mercado dos imóveis integralizados — e não apenas no valor patrimonial contábil das quotas/ações. Essa decisão encoraja os fiscos a reavaliar bases subavaliadas. cnbsp.org.brbicharalaw.com.brEditora B18

Há também decisões pontuais pró-contribuinte — por exemplo, casos em Santa Catarina afastando ITCMD na extinção de usufruto. Importante: isso não legitima o “3 células”, mas indica que detalhes específicos ainda contam. Cada peça do quebra-cabeça precisa ser analisada de forma cirúrgica. 4oitoJusBrasil

O que isso significa para famílias e empresas (sem juridiquês)

  1. Economia “mágica” não passa no teste de estresse. Se o benefício fiscal depende de desenhos internos sem substância, ele não se sustenta quando o fisco puxa a linha. Portal Contabeisnoticias.bonsenhor.com.br
  2. Base de cálculo pé no chão. Em estruturas com imóveis, assuma que o parâmetro pode ser mercado — e organize desde já laudos/referências que façam sentido. cnbsp.org.br
  3. Risco além do estadual. Reestruturações que criam “ganhos” artificiais podem acionar também o fisco federal (IRPJ/CSLL). Evite. noticias.bonsenhor.com.br

Como a MVP orienta (e executa) com segurança

  • Holding S/A com propósito real. A estrutura nasce para organizar e crescer patrimônio (gestão de imóveis, participações, governança, caixa, buy-sell entre sócios). Estatuto consistente, acordo de acionistas, política de dividendos, protocolo familiar: forma com substância.
  • Nada de “atalho fiscal.” O foco é previsibilidade, continuidade e paz familiar. Se houver economia, ela vem de regra clara aplicada ao seu caso — não de malabarismo.
  • Valuation & documentação em dia. Matrículas, contratos, contabilidade que conversa com a realidade, memorial de propósitos (por que esta S/A existe? O que ela faz? Como decide?). Isso blinda contra arbitragens agressivas.
  • Liquidez planejada. Seguro e/ou reserva de caixa para eventos de sucessão e compra e venda entre sócios (buy-sell). Família com liquidez decide melhor.

Sinais de alerta (se aparecerem numa proposta, agradeça e passe)

  • “Dá pra zerar ITCMD com três empresas e algumas atas.”
  • “O fisco não entende, mas passa.”
  • “É só um movimento contábil, ninguém vê.”
  • “Não precisa de laudo, vamos registrar pelo patrimonial e pronto.”

Essas frases parecem baratas, mas costumam sair caríssimas.

Checklist rápido (3 minutos) — vale para hoje

  • Tenho todos os imóveis/participações mapeados e com documentação atualizada?
  • Minha holding (se já existe) tem função clara e regras escritas (voto, distribuição, saída)?
  • liquidez para executar um buy-sell ou para dar suporte à família?
  • Meus testamentos conversam com a governança societária?
  • Se alguém me perguntasse “por que sua S/A existe?”, eu teria uma resposta simples e verdadeira?

Se duas ou mais respostas ficaram nebulosas, você já tem um motivo honesto para agir.


Em resumo

O movimento recente do RS e o entendimento do STJ mudaram a maré. O caminho seguro hoje passa por estrutura com substância, documentação coerente e governança viva. Em planejamento patrimonial, o barato que engana acaba caro — em dinheiro, tempo e desgaste familiar. Secretaria da Fazendacnbsp.org.br

Próximo passo prático: um check-up de 30 minutos (sem custo) para mapear onde você está exposto e quais 3 ajustes geram maior impacto imediato.

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