Pouca gente gosta de falar sobre inventário. É um daqueles assuntos que parecem distantes, “coisa para o futuro”, e por isso mesmo são deixados para depois. Só que quando o inevitável acontece, a família descobre — tarde demais — que o inventário pode sair mais caro que um divórcio conturbado e ser mais demorado que aquela reforma que parecia simples e virou um pesadelo sem fim.
💸 Mais caro que divórcio
Quando falamos em divórcio, todo mundo já imagina honorários de advogados, brigas sobre quem fica com o quê, partilha de bens e até discussões emocionais que acabam se transformando em números. É caro, desgastante e, muitas vezes, traumático.
Agora, compare isso com o inventário: além dos honorários advocatícios, entram em cena os impostos (o ITCMD pode chegar a 8% sobre o valor de mercado dos bens herdados), custas judiciais, taxas cartoriais e outras despesas que não estavam no orçamento da família. E, como geralmente o inventário envolve um patrimônio inteiro — imóveis, empresas, investimentos —, a conta costuma ser muito mais pesada que a de um divórcio.
Em números simples: uma herança de R$ 10 milhões pode gerar R$ 800 mil apenas em impostos, fora custos paralelos. É como se o Estado fosse o herdeiro mais bem posicionado da família.
🏚️ Mais demorado que reforma de casa
Reforma é sinônimo de atraso. Você começa animado, calcula três meses de obra, mas descobre infiltração, material que não chega, mão de obra que some… e, quando percebe, já passou um ano.
O inventário tem o mesmo “espírito”, só que em versão ampliada. Mesmo no cartório, em casos simples, ele leva meses. Se for judicial, o prazo médio pode se estender por anos — e basta um detalhe para travar tudo: um imóvel sem matrícula atualizada, um herdeiro que mora fora do país, uma divergência de valores.
Enquanto isso, o patrimônio fica congelado. Os herdeiros não podem vender, alugar, dividir ou aproveitar os bens. É como morar numa casa em reforma eterna: barulho, poeira e nada de resultado.
📺 Roteiro de novela, com direito a brigas de família
Se fosse apenas caro e demorado, já seria ruim. Mas o inventário ainda tem um terceiro ingrediente: o drama familiar. Brigas entre irmãos, desconfiança entre cunhados, disputas por detalhes pequenos que acabam virando batalhas de ego.
É um enredo pronto para novela: capítulos cheios de emoção, lágrimas, ressentimentos e reconciliações que nunca chegam. Só que, diferente da televisão, essa novela não tem horário fixo nem data para o último episódio. Pode durar 5, 10 anos ou mais — e, no fim, desgastar relacionamentos que levaram uma vida para serem construídos.
✅ Como cortar esse roteiro pela raiz
A boa notícia é que o inventário não precisa ser essa novela cara e interminável. Quando há planejamento em vida, o cenário muda completamente:
- Uma holding pode organizar o patrimônio, simplificando a sucessão.
- Um testamento bem estruturado dá clareza sobre vontades e evita disputas.
- Acordos societários entre herdeiros criam regras de convivência e preservam a paz.
Em vez de anos de processo, o planejamento permite que a transição aconteça em semanas. E, em vez de gastar milhões em impostos e custos, a família investe antes em uma solução que protege e multiplica o patrimônio.
🎯 Conclusão
O inventário pode custar mais que um divórcio e demorar mais que uma reforma, mas não precisa ser assim. Planejar em vida é escolher se a herança será lembrada como um legado ou como um problema.
No fim, a escolha é simples: deixar um patrimônio organizado ou um roteiro de novela com capítulos de briga, impostos altos e anos de espera.
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