Estamos em dezembro de 2025.Daqui a pouco o ano vira e, em 2026, o Brasil volta às urnas. Vai ter pesquisa, promessa, discussão de mesa de bar e muito discurso sobre “justiça tributária” e “quem tem mais paga mais”. Enquanto isso, longe dos holofotes, outra coisa continua avançando:as regras que definem quanto a sua família…

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Sua família vai votar em 2026. A sua herança, não.

Estamos em dezembro de 2025.
Daqui a pouco o ano vira e, em 2026, o Brasil volta às urnas.

Vai ter pesquisa, promessa, discussão de mesa de bar e muito discurso sobre “justiça tributária” e “quem tem mais paga mais”.

Enquanto isso, longe dos holofotes, outra coisa continua avançando:
as regras que definem quanto a sua família vai pagar para receber o que é seu.

O seu voto decide governo.
Mas quem decide a conta do inventário é outra combinação: Constituição, leis complementares, projetos que já estão andando, secretarias da Fazenda e, principalmente, o que você faz (ou não faz) com o seu patrimônio antes disso.

Este texto é só um convite para olhar para isso agora, antes de o barulho eleitoral de 2026 engolir todo o resto.


O que já mudou antes da eleição de 2026

Muita gente ainda pensa assim:

“Vou esperar ver quem ganha em 2026. Aí eu vejo se mexo em alguma coisa.”

O problema é que boa parte do terreno já mudou antes do resultado das urnas.

  • A reforma tributária abriu caminho para um ITCMD mais progressivo – heranças maiores pagando mais.
  • Os estados tendem a se aproximar de alíquotas mais altas, usando cada vez mais o valor de mercado como referência para imóveis e participações.
  • Cresce a conversa sobre:
    • herança envolvendo bens no exterior;
    • revisão de estruturas usadas no passado só para “baratear imposto”;
    • aproximação entre tributação de patrimônio, fundos exclusivos, offshores e estruturas no Brasil.

Em outras palavras: mesmo que você ignore a eleição, o contexto da sua sucessão não volta para 2010.
O jogo, em dezembro de 2025, já é outro.


O que qualquer governo, de qualquer cor, vai olhar

Sem entrar em nomes ou partidos, existe um ponto em comum bem incômodo:

  • o Estado é caro;
  • a população está envelhecendo;
  • e tributar patrimônio e herança é politicamente vendável.

O tal Imposto sobre Grandes Fortunas segue como fantasma constitucional.
Talvez nunca saia do papel, talvez ganhe força num momento de aperto fiscal.

Mas, mesmo sem ele, há caminhos muito mais simples:

  • aumentar ITCMD;
  • apertar base de cálculo;
  • trazer patrimônio global para a conversa.

Para quem tem patrimônio relevante, a pergunta deixa de ser:

“Será que um dia vão mexer na herança?”

e passa a ser:

“Por onde e em que ritmo isso vai acontecer?”


O erro de esperar “passar a eleição”

Hoje, em dezembro de 2025, quem adia decisão sucessória para “depois da eleição” está juntando duas incertezas de alto impacto:

  1. Incerteza política – você não sabe que propostas vão andar, nem como.
  2. Incerteza familiar – você não controla tempo de ninguém: casamentos, separações, doenças, mudanças de país.

Quando as duas explodem juntas, normalmente é tarde para fazer um plano com calma.
É o clássico cenário em que a família acaba resolvendo tudo no pior dia, no pior humor, sob a pior pressão.

Planejar sucessão não é caçar brecha.
É responder perguntas simples, que ninguém gosta de encarar:

  • Se alguém importante faltar, quem decide o quê?
  • Quanto de imposto precisaria ser pago e com que dinheiro?
  • Quais bens são intocáveis para a família?
  • Qual empresa não pode parar nem uma semana?

Ignorar essas perguntas não elimina o problema.
Só joga a conta para os outros.


A “janela silenciosa” entre dezembro de 2025 e 2026

Entre a reforma já aprovada e a eleição do ano que vem, existe uma espécie de janela silenciosa.

  • O quadro tributário está mudando;
  • as eleições de 2026 ainda não tomaram totalmente a sua atenção;
  • e ainda há algum espaço para decidir, com calma, como organizar família, empresas e patrimônio.

É nessa janela – que começa agora, no fim de 2025 – que faz sentido:

  • revisar holdings antigas feitas em outro contexto;
  • avaliar se a estrutura societária que você tem hoje se sustenta num cenário de mais fiscalização e menos “jeitinho”;
  • organizar a sucessão de quem já vive entre dois países, antes que a “herança global” vire só mais um bordão político em campanha.

Depois que a campanha começar de verdade, você sabe como fica:

muito ruído, muita emoção e pouca disposição para decisões estruturais.


Eleição é sobre o país. Sucessão é sobre a sua casa.

Discutir política é importante.
Votar bem é importante.

Mas nenhum presidente, governador ou secretário de Fazenda vai sentar com a sua família para decidir:

  • quem continua no comando da empresa;
  • quem recebe o quê;
  • como manter o padrão de vida de quem depende de você;
  • como evitar que uma disputa antiga vire processo judicial.

Isso é responsabilidade de quem está vivo hoje.

Em 2026, você vai poder escolher em quem votar.
A sua herança, não.

Ela só vai reagir:

  • às regras em vigor, e
  • ao nível de organização que vocês tinham quando a vida decidiu acelerar o relógio.

Se esse pensamento te incomoda um pouco, talvez seja sinal de que ele chegou na hora certa.


Marcel Vieira Pinto
MVP Capital – Respeite sua história, preserve suas conquistas.


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