2026 tende a ser um ano de “ruído” — e, para famílias com patrimônio relevante, ruído costuma sair caro quando vira inação. O Brasil terá Eleições Gerais em 4 de outubro de 2026, com eventual segundo turno em 25 de outubro de 2026, o que naturalmente aumenta a volatilidade de debates e propostas.
Ao mesmo tempo, 2026 marca um ponto técnico importante: a Reforma Tributária do consumo entra na fase de transição operacional, com CBS e IBS em regime de teste (alíquotas simbólicas) e exigências acessórias que já movimentam empresas, contabilidades e sistemas.
E, no pano de fundo da sucessão, há um componente que interessa diretamente a famílias patrimonializadas: a Constituição passou a determinar a progressividade do ITCMD “em razão do valor do quinhão, do legado ou da doação”. Hoje, a alíquota máxima nacional segue fixada pela Resolução do Senado nº 9/1992 em 8% (com variações por Estado dentro desse teto).
A consequência prática desse cenário não é “pânico”. É método.
A boa notícia é que, mesmo quando não houve planejamento prévio, quase sempre existe uma forma de mitigar risco, reduzir custo e evitar desgaste — seja por um plano de ação em vida, seja por uma condução técnica e objetiva do inventário quando o caso exige agir agora.
O que realmente preocupa em 2026 (para quem tem patrimônio)
Em termos técnicos, o risco mais comum não é a existência de imposto. O risco é a combinação de:
- Decisão relevante tomada sob pressão (luto, conflito familiar, urgência de caixa, notícia de mudança legislativa);
- Documentação imperfeita (bens sem lastro documental, estrutura societária desatualizada, cadastros inconsistentes);
- Falta de governança (ninguém sabe quem decide, como decide e com qual quórum);
- Falta de liquidez planejada (o espólio “tem patrimônio”, mas não tem caixa para atravessar o processo com previsibilidade).
Quando esses fatores se somam, o custo total quase nunca é só fiscal. Ele vira também custo jurídico, custo de tempo e custo emocional — e, em muitos casos, custo de oportunidade (venda apressada, ruptura societária, litígio evitável).
Dois trilhos possíveis: planejamento em vida x sucessão já instalada
Trilha A — Quando dá tempo de agir (planejamento)
Planejamento sucessório e patrimonial não é “tema de morte”. É tema de continuidade: preservar o que foi construído, reduzir fricção e garantir governança.
Um trabalho bem conduzido costuma atacar quatro frentes:
1) Diagnóstico patrimonial e de risco
Mapeamento de bens, passivos, garantias, contingências, exposição a litígios, estrutura familiar e societária, e fragilidades documentais.
2) Governança e regras (antes do conflito)
Regras claras de decisão, preferências, quóruns, direitos e deveres de sócios/herdeiros, e mecanismos para prevenir impasse.
3) Organização patrimonial (com lastro documental)
Coerência entre “o que existe” e “o que está formalizado”: registros, contratos, cadastros, declarações e estrutura jurídica compatível com o contexto.
4) Estratégia fiscal conservadora e atualizável
Sem adivinhação. Com monitoramento e adaptabilidade — especialmente em ciclos de transição e ajustes legislativos.
O resultado esperado é simples: previsibilidade.
Trilha B — Quando o evento já ocorreu (inventário e sucessão não planejada)
Quando a sucessão já se instalou, o objetivo não é “refazer a história”. É organizar o caos com método e velocidade responsável.
Um inventário bem conduzido tende a seguir esta lógica:
1) Contenção de risco imediato
Preservação de ativos, administração provisória, controle de documentos, proteção contra atos isolados e decisões irreversíveis.
2) Mapeamento patrimonial e passivo (com prova)
O que existe, onde está, qual o status documental, quais dívidas/ônus, quais pontos sensíveis.
3) Estratégia processual: rota e cronograma
Definir, com realismo, se a via é extrajudicial ou judicial, quais marcos, quais entregas e qual a trilha de consenso possível.
4) Mitigação de conflito
Em sucessão, a forma importa. Governança mínima e comunicação técnica reduzem ruído e evitam litígios “por exaustão”.
Mesmo sem planejamento anterior, há muito espaço para reduzir perdas — desde que o caso seja tratado como projeto, não como improviso.
Checklist prático: sinais de que 2026 pede ação (não ansiedade)
Se você se reconhece em 3 ou mais itens abaixo, vale considerar um diagnóstico estruturado:
- Há imóveis em volume relevante e/ou em diferentes localidades/cartórios;
- Existem participações societárias (empresa familiar, quotas, ações) com regras pouco claras;
- A estrutura atual depende de “acordos verbais” ou “sempre foi assim”;
- Há herdeiros com perfis distintos (gestores, não gestores, cônjuges, novas uniões);
- O patrimônio é grande, mas a família tem baixa liquidez para custos e transições;
- A documentação está “espalhada” (contabilidades distintas, registros incompletos, cadastros divergentes);
- Já existe algum nível de tensão familiar ou conflito societário latente.
Conclusão: 2026 é um bom ano para trocar improviso por método
Ano eleitoral e transições normativas aumentam o barulho. E barulho costuma empurrar famílias para um de dois extremos: “deixar para depois” ou “resolver correndo”. Os dois são ruins.
O caminho mais racional é outro: entender o cenário real da família e do patrimônio, priorizar riscos, definir rotas possíveis e executar com previsibilidade.
Se você quer fazer isso com seriedade, o primeiro passo é um Diagnóstico (reunião estruturada): um encontro objetivo para mapear riscos, oportunidades e próximos passos — com clareza sobre prazos, documentos e alternativas.
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